
Ter um carro turbo pode ser algo totalmente fora de cogitação para muitas pessoas, infelizmente por fatores até “estúpidos”. Ainda hoje, muitos pensam que carros turbo só tem a função de tirar rachas, ou ultrapassar limites de velocidade. E é aí que o povo se engana.
Acho que para começar do jeito certo, é bom explicar o funcionamento da turbina nos motores, junto com seus principais componentes. A principio, temos a turbina divida em parte fria e parte quente, válvula de alívio, pressurização (mangueiras) e manômetros (relógios).
Cada um desses componentes exerce uma função importante no motor turbo, fazendo com que a potência do carro seja muito elevada, ou não. A turbina quente é instalada no coletor de escape do motor, sendo impulsionada pelos gases que saem por ali. Com tal impulso, ela gira um eixo que possui rotores em nas pontas, sendo uma na parte quente, e outra no compressor (parte fria).

O rotor começa a girar na parte fria e todo o ar em volta da mesma é sugado e impulsionado para dentro do motor. Com o uso de uma válvula de prioridade, é regulada a pressão máxima que a turbina pode jogar ao motor, e com a válvula de alivio, a pressão não ultrapassa o limite estipulado.
Quando a turbina manda todo esse volume de ar ao motor, ele exige mais combustível e começa a fazer a combustão mais rápido ainda, aumentando sua potência. Com isso, entramos no conceito de que a pressão da turbina não é o mais importante, mas sim o volume de ar que ela manda. Na relação perfeita, você usa uma turbina com pressão regulada para não mandar seu motor pro espaço, deixando o volume ideal de oxigênio.
Normalmente, as pessoas usam em seus carros uma turbina .42 (É uma das menores). A .42, ou APL, tem resposta rápida e faz aquilo que muitos clientes querem, intimidar com um “espirro”. No entanto, ela só é indicada para motores pequenos, de 1.0 a 1.6. É possível usá-la em motores maiores, mas o rendimento não fica muito bom.
Os manômetros são utilizados para monitorar seu carro, e fazer um pré-diagnostico. Os principais são: Conta giros (RPM), pressão de óleo, pressão de combustível e Hallmeter (mistura ar/combustível). Com o conta giros, você pode ver ao certo qual o limite do motor, em que ponto entra a turbina e consegue se basear para as regulagens mais simples, além de trocas de marcha para quem não tem o ouvido “treinado”.

Com o manômetro de pressão de óleo, você verifica o mais importante do motor. Se a pressão de óleo fica baixa, é preciso desligar tudo e correr pro mecânico. Já a pressão de combustível, pode deixar seu carro falhando por ter excesso ou falta do mesmo, aí entra a regulagem. O último manômetro não chega a ser tão importante, mas é muito funcional. Através de uma sonda instalada no escapamento, o hallmeter verifica a mistura ar/combustível, mostrando o possível problema citado com a pressão de combustível.
Com a regulagem certa, seu carro acaba consumindo menos combustível por ser turbo, já que o volume de ar é maior. O fato de carros turbinados consumirem mais depende muito do jeito que o dono está acostumado a dirigir. Vale lembrar que a turbina é cinética, ou seja: quanto mais você acelera, mais ar é sugado e mais potência é despejada nas rodas. Para controlar isso, é possível a instalação de um limitador de giros, que vai proteger muito quem é meio insano.
Gostaria de dizer que este post aborda apenas o “básico” do turbo. Existem inúmeras formas de melhorar a performance de um carro e também de complementar a instalação de uma turbina, mas exigiria muito tempo. Lembre-se que ter um carro turbinado ajuda muito em subidas, ultrapassagens, consumo de combustível e transporte de cargas.
Em breve, mais dicas sobre preparação de motores. Até lá, você pode ver os melhores preços para componentes de carros turbo acessando a nossa loja.







