
A Federação Internacional de Automobilismo decidiu multar a Ferrari em US$ 100.000,00 e a escuderia ainda terá de depor ao World Motor Sport Council (Conselho Mundial de Esporte a Motor) sobre os acontecimentos relacionados à ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Felipe Massa.
A multa foi aplicada após a constatação da FIA de que a Ferrari descumpriu os artigos 39.1, que proíbe ordens de equipe, e 151c, por atitudes antidesportivas que sujem a imagem do esporte.
Logo após o término da corrida iniciaram as averiguações e Stefano Domenicali, chefe de equipe da Ferrari, e Massimo Rivola, figurão diretor da Ferrari, foram convocados a prestarem esclarecimentos aos diretores de prova na torre de controle do autódromo de Hockenheim. Alonso e Massa também foram convocados.
Stefano Domenicali declarou que não acredita que a Ferrari será punida pela WMSC e que não vai recorrer à multa dada pela FIA. Em coletiva após o Grande Prêmio da Alemanha Domenicali afirmou que não houve ordem de equipe, ‘”apenas uma instrução sobre a situação da equipe na corrida”, o que diferencia esta polemica da famigerada ordem direta a Barrichello na Áustria, em 2002.

Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull Racing, declarou que é evidente a culpa da Ferrari e que, em suas palavras, “nunca viu uma ordem de equipe tão clara na Fórmula 1″ e que toda a situação foi idêntica ao ocorrido em 2002. Horner ressaltou ainda que foi justamente a ordem da Ferrari em 2002 que levou à criação da regra de proibição das ordens de equipe. Horner não foi a única personalidade a manifestar sua opinião sobre o ocorrido.

Eddie Jordam declarou que que a atitude da Ferrari foi ”insana” e que a equipe deveria ser excluída do campeonato imediatamente.
Inevitavelmente Barrichello e Schumacher foram questionados sobre o ocorrido. Schumacher declarou que não condena nem um pouco a atitude da Ferrari nem dos pilotos e afirma que faria o mesmo, pois o único objetivo na Fórmula 1 é ser campeão.
Barrichello declarou que não gosta muito de controvérsias mas que sua declaração seria invariavelmente controversa e que prefere acompanhar melhor os acontecimentos antes de dar sua opinião, apesar de assumir que bastava olhar pra ele para saber o que pensa sobre o assunto.
Diferente da polemica ordem da Ferrari na Áustria em 2002, neste caso não há mocinhos. Em 2002 Barrichello seguia ordens e não descumpriu o regulamento. Schumacher também. É importante ressaltar também que em 2002 a telemetria comprovou que mesmo com as ordens da equipe Schumacher reduziu sua velocidade quando Barrichello fez a primeira redução apra dar passagem ao alemão, e que após isso o brasileiro reduziu ainda mais, deixando Schumacher sem muita opção.
Neste caso, que provavelmente será lembrado como Alemanha 2010, todos os envolvidos descumpriram o regulamento. Todos devem ser punidos. A questão principal agora é a medida da punição a ser dada. Isso caberá em grande parte a Jean Todt, ex-chefe de equipe da Ferrari e atual presidente da FIA.
Alguma aposta?








A F1 é um negócio como qualquer outro, e não um esporte.
Envolve somas de dinheiro inimagináveis e um universo de decisões que sao tomadas a partir da ordem : 1º,2º e 3º.
Ordem esta que é perfeitamente adaptável ao "gosto do frguês".
Acredito que a manipulação dos resultados é tão antiga quanto a quinta marcha nos bólidos e que, principalmente até a metade do campeonato, ocorrem mais vezes do percebe-se.
Um abraço aos donos do site e ao colaborador que escreve sobre F1.
Nota 10 tudo !
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