Felix Wankel revolucionou o mundo dos motores quando apresentou em 1955 um motor rotativo. Um motor sem pistões, bielas ou virabrequim. Sem vibrações e mais robusto, este era o Motor Wankel. Este motor possui um número menor de peças, mas seu custo de produção é maior, o que fez com que as montadoras desistirem de utilizá-lo em suas linhas de montagens.
A câmara de combustão possui o formato similar ao número 8, e o rotor, que substitui um pistão, tem o formato de uma esfiha. Em um único movimento de rotação, é possível admitir, comprimir e queimar o combustível, o que traz ao motor maior torque e potencia em relação a motores convencionais. Além de ter maior potência e menos vibrações, seu tamanho também é reduzido e sua montagem é mais rápida que a de um modelo de motor com pistões.
Veja as diferenças em suas estruturas:

Imagem superior de um bloco aberto

Visão de um motor Wankel aberto
Porém, como já foi dito anteriormente, seu custo de produção é maior, a vedação nas paredes da câmara não é muito eficiente devido a dilatação que ocorre em altas temperaturas e sua curva de potência não é tão elástica quanto nos motores convencionais. Como o motor trabalha sempre no máximo de sua potência, a temperatura é muito alta, o que também fez com que vários proprietários dos carros com este motor ficassem insatisfeitos.
A Mazda continua investindo em veículos com motores rotativos desde 1967, em 1996 inovou ainda mais ao projetar o Wankel Renesis, que elimina muitos defeitos do projeto original. Hoje o único carro produzido em série com tal motor é o Mazda RX-8. Este veículo possui 2600 Cilindradas e rende 231cv a 8200 rpm.

