O funcionamento do motor diesel não é tão diferente dos motores convencionais. Mas logo de cara você se depara com um detalhe: Velas de ignição.
Este item tão familiar nos automóveis não é utilizado na maioria dos motores Diesel. O Diesel tem uma grande vantagem em relação a outros combustíveis, ele não precisa de fogo ou “centelha” para entrar em combustão, apenas de calor. Logo ao final da fase de compressão, o combustível já explode sem necessitar de velas.

Porém, a força desta combustão é bem maior, os processos de fundição destes motores é mais complexo, uma vez que eles trabalham em temperaturas maiores e exercendo forças maiores.
Como já foi dito, o Diesel só precisa de calor, mas como este calor é gerado?

A Bomba Injetora aumenta a pressão do combustível a ser injetado na câmara de combustão, fazendo com que este já chegue a uma determinada temperatura, como os pistões já estão trabalhando, gerando atrito e conseqüentemente calor, o combustível explode quando a pressão é exercida. Em muitos modelos podemos encontrar velas de incandescência, responsáveis por aumentar a temperatura dentro da câmara.

Motor Diesel HDI

Motor Diesel HDI

Geralmente, o eixo de comando de válvulas fica no bloco do motor, já que na maioria dos casos não há correia dentada. Além disto, os motores Diesel costumam ser maiores e terem custos de manutenção mais elevados em relação a motores convencionais, por exigirem certa experiência e técnica em sua montagem.

Em países como a Argentina, é comum o uso de Diesel em veículos de passeio, porém a emissão de poluentes é maior e isto gera enorme desconforto. Se você já faz manutenção de veículos de passeio, irá se surpreender ao trabalhar com um caminhão ou ônibus. Meu segundo emprego no ramo foi em uma das maiores mecânicas Diesel de São Paulo, especializada em motores e bombas. Todas as peças são maiores, mais pesadas e exigem muita força em grande parte dos casos.

Para a sorte de algumas pessoas e azar de outras, há alguns anos a mecânica diesel incorporou injeção eletrônica, fazendo com que o sistema emita menos poluentes, seja mais eficiente e econômico. Um dos sistemas de Diesel Eletrônico mais conhecido é o Common Rail, que é capaz de injetar o combustível a uma pressão de até 2050 bar (mais de 2 mil quilos de pressão). Se um bico ou cano do sistema for apontado a uma pessoa, o combustível pode fazer alguns cortes, chegando a perfurar alguém.

Por Cleiton em 06/02/2009

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2 Comentários em “Motores Parte II – Diesel”

  1. Zezé says:

    putz, matéria foda… ancioso pra ver os rotativos xD

  2. Ricardo Cruz says:

    O artigo “motores Diesel” transmite uma informação errônea, pelo menos do ponto de vista tecnológico, quando afirma em um parágrafo: “Em países como a Argentina, é comum o uso de Diesel em veículos de passeio, porém a emissão de poluentes é maior e isto gera enorme desconforto.” Dito desta forma, parece que a tal “emissão de poluentes maior” só depende do fato do motor ser Diesel; quando isso também depende, e muito, de renda nacional, que dita as tecnologias de produção do combustível e de elevação da eficiência do motor. Na Europa, po ex., as normas ambientais impuseram o uso de um óleo leve de baixíssimo enxofre, tornando a emissão de óxidos sulfurosos pelo menos 20 vezes menor do que no Brasil e Argentina; além de também forçar continuamente o uso de dispositivos mecatrônicos que estão eliminando um dos grandes problemas dos motores de ignição por compressão (o vulgar Diesel), que é a emissão de particulados durante as variações de carga. Há pesquisas na Europa em que esses motores emitem tão pouco, que fica difícil medir suas emissões. E querem saber mais? A Univ. Estad. de Campinas (UNICAMP) trabalha na mesma linha, e já conseguiu resultados semelhantes aos europeus.

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