No dia 20 de Junho de 2008, entrava em vigor a tão conhecida Lei Seca. Rodeada de criticas e elogios, gerou grande debate entre todos os tipos de motoristas do Brasil.
Tudo começou quando o Ministro da Justiça, Tarso Genro, teve a idéia de restringir a venda de bebidas alcoólicas nas beiras de estradas e rodovias. Mas então, o congresso gostou da atitude e aprovou uma medida mais radical, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas em qualquer via.
Então, neste período de 1 ano, as estatisticas mudaram, mas ainda não surpreendem. Segundo a Policia Rodoviária Federal, 6.614 pessoas morreram entre 20 de Junho de 2008 e 18 de Junho de 2009. Comparando com o levantamento feito entre 20 de Junho 2007 e 17 de Junho de 2008, a redução foi de apenas 115 mortes.
Mesmo que seja um baixo número, já é algum resultado. O grande problema deste (e qualquer outro) tipo de lei no Brasil, é que a fiscalização só se mostra rigorosa no inicio. As mortes cairam em 2%, mas os acidentes aumentaram em 7% .
Atualmente, muitos motoristas ainda se recusam a fazer o teste do bafômetro quando são parados pela policia. Neste ponto acho que há uma falha da lei. É praticamente como um bandido que se recusa a ir para a cadeia.
Mas um dos dados que mais “alegrou” o Ministério da Saúde, foi a redução de 23% de internações provocadas por acidentes de trânsito nas capitais. Vale lembrar que, em muitos casos, as internações não são necessariamente de motoristas, mas também de vitimas de atropelamentos causados por embriaguez.
Vamos torcer para que a Lei Seca traga melhores resultados no próximo ano. Em alguns estados o investimento em publicidade quanto a esta lei não é tão forte. Em São Paulo, é comum vermos apenas comerciais de televisão que ressaltam o assunto, e em alguns taxis, adesivos. Já no Rio de Janeiro, é possivel encontrar o apoio a lei em Outdoors, ônibus, pontos de ônibus, taxis, comerciais de televisão e metrO^, entre outras midias. Em Minas Gerais, o que mais chama a atenção, é uma garrafa gigante, com um veiculo dentro.
Fonte dos Dados: O Globo



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