Arquivos do mês 01/2009

Rachas – A diversão custa caro

Por Cleiton em 25/01/2009

 

"Chamando no grau"

"Chamando no grau"

 

Quando eu comecei a me envolver com carros, acompanhava muitos rachas de rua. Aqui em São Paulo eu poderia citar inúmeros locais onde isso acontece toda sexta-feira, mas é melhor deixar quieto. Era emocionante ver carros de rua passando na sua frente entre 160 e 200 Km/h, raramente ocorriam problemas. O clima dos rachas que tem por aqui é realmente impressionante, muitas mulheres, som alto, bebidas e até certa popularidade em torno de algumas pessoas. Foram mais de 2 anos nessa loucura, era racha de rua na quinta e sexta-feira, arrumar os carros no sábado e ir pra arrancada aos domingos, realmente eu me empolgava e era muito bom aquilo, até que um dia eu vi o primeiro acidente.

Havia uma equipe de uns 4 caras, cada qual com um táxi customizado, eles eram os “Táxi D’loco”. A galera se movimentava no posto de gasolina toda vez que aqueles quatro carros brancos apareciam, demonstrando seus motores preparados, suspensão a ar e fazendo manobras em alta velocidade na Av. das Nações Unidas. O cara vinha com seu um Corsa Sedan a uma velocidade razoável, em torno de 100 ou 120 Km/h, mas o carro de trás bateu nele e então o cara do Corsa perdeu o controle por uma fração de segundos, o que fez a traseira do carro pegar a calçada e conseqüentemente uma pessoa. Nada de grave, apenas uma fratura na perna e algumas pessoas se prontificaram a levar o coitado ao hospital.

Mesmo depois disto, continuávamos a lotar aquele posto de gasolina toda sexta-feira, até que em um belo dia o pior aconteceu. Eu estava saindo de casa em direção a casa de um amigo, quando senti um imenso frio na barriga, não dei atenção e fui chama-lo para o sagrado evento. Na casa dele, o filho de 13 anos estava insistindo para ir junto, não deixamos alegando que era muito perigoso e então partimos para o ponto que já estava bem famoso aqui na zona sul.

No ápice do racha, estávamos conversando, rindo e vendo carros e mulheres. O estranho é que naquele dia haviam dois caras estranhos por lá, um portava uma câmera profissional e o outro, equipamento de iluminação. O frio na barriga voltou, mas realmente estava muito frio no dia e continuamos a jogar conversa fora quando de repente tudo parou com um estrondo. Um jovem tentou atravessar a avenida e no exato momento passou um Kadett GSI Turbo em 5º marcha, a velocidade devia beirar os 200 Km/h. O carro atingiu o pedestre em cheio, lançando-o a cerca de 4 metros do chão. Todos ficaram paralisados vendo aquele corpo rodando e suas roupas se despedaçando no ar, ele caiu novamente no chão e então fomos correndo verificar o estado. Morto. Ele caiu bem ao próximo ao nosso carro que estava estacionado. Com o impacto, suas roupas saíram do corpo, sobrou apenas a cueca e um pedaço da camiseta. Seus corpo estava totalmente deformado, pescoço quebrado, braços tortos e pernas dobradas. Gritaria total, algumas pessoas choravam, outras gritavam de desespero e outra grande parte fugia. Ligamos para o resgate, mesmo sabendo que não adiantaria nada, afinal o cara já era. Eu e meus amigos ficamos em estado de choque depois daquilo, eu fiquei sem dormir a noite toda e no outro dia não acreditava no que tinha acontecido.

No sábado de manhã já estávamos na oficina falando sobre o assunto e começamos a debater algumas coisas e desde então eu não vou mais neste tipo de corrida.

É uma grande emoção, quem gosta de corridas e já foi ou participou de rachas sabe do que eu estou falando. O grande problema é que a cada dia mais pessoas perdem a vida, ou se tornam deficientes por causa da imprudência ao volante, mas a culpa não é só de quem pratica a corrida ilegal.

 

Mais um acidente nas ruas

Mais um acidente nas ruas

 

Aqui em Sampa o investimento em eventos para pilotos amadores e carros de rua é muito baixo, a FASP (Federação De Automobilismo Do Estado De São Paulo) deixa a desejar em diversos aspectos. Por um bom tempo, quando eu chegava em Interlagos para assistir a uma prova de Arrancada, a arquibancada era lotada, os pilotos não gastavam muito para correr e o evento era ótimo. Mas em meados de 2005, a coisa começou a ficar feia. Ingressos mais caros, inscrição mais cara e a pista estava um lixo. Já ficou impossível alguém colocar seu carro na pista sem gastar menos de 450 reais e correr por apenas um dia. O número de equipes na pista começou a cair, na arquibancada acontecia o mesmo. Além dos elevados custos, havia o grande problema do asfalto. Só há investimento na infra-estrutura do autódromo em época de Fórmula 1, afinal o número de turistas aumenta e os políticos querem fazer bonito. Porém, para realizar a reforma, todo ano o autódromo fica fechado por cerca de dois ou três meses, diminuindo a quantidade de provas em geral, Arrancada, Regularidade, etc..

Devemos nos mobilizar para garantir um lazer em local seguro e barato, a galera que gosta de velocidade também tem vontade de andar na pista, mas raramente surge alguma oportunidade. Desde 2007 não temos mais arrancada aqui na cidade de São Paulo, de vez em quando ainda rola algum evento para carros de rua, o que já significa uma pequena melhoria.

Fica o pedido: Se você curte uma baladinha com carros, mulherada e tudo que tiver direito, não vá para as ruas, preserve sua vida e de outras pessoas também.

UPDATE

Recebi um comentário de um dos representantes da Equipe Taxi D’loko, o Geladinho. Segundo o mesmo, o acidente ao qual me referi no artigo, realmente foi causado pelo veiculo que vinha logo atrás, e foi o veiculo de trás que atingiu o rapaz na calçada. Também fui informado de que a Equipe Taxi D’loko tem total treinamento para fazer as manobras e ainda conhecimentos sobre primeiros socorros. O Geladinho também mandou um recado importante que vale a pena lembrar:

Na época, eles cometeram sim alguns erros, mas hoje a Equipe não faz mais manobras nas ruas e não recomenda que ninguém faça. Grande abraço a Taxi D’Loko e obrigado pelo esclarecimento.

Cleiton Souza

Lançamento: BMW Z4 2009

Por Cleiton em 17/01/2009

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A BMW mostrou nesta ultima semana a mais nova versão do conversível Z4. Com uma excelente apresentação do modelo, já era de se imaginar o que estava escondido por baixo de um tecido no estande da montadora localizado no Salão Internacional do Automóvel em Detroit, a cidade mundialmente conhecida por ter a indústria automobilística como principal fonte de renda local. O novo modelo conta com uma série de modificações visuais que mais uma vez mostram o excelente gosto dos engenheiros alemães.

Uma nova grade frontal junto as suaves linhas que percorrem o veiculo inteiro chegam a nos lembrar um Aston Martin. Seus novos faróis são puxados para cima, deixando o carro mais agressivo, mesmo com um visual tão marcante, é difícil não prestar atenção no motor.

O Z4 possui duas opções de motor. A versão mais básica possui um motor 3.0 com 6 cilindros em linha e segundo a BMW, sua capacidade é de 255 HP. Pensando em pessoas que curtem mais velocidade, também há uma versão com o mesmo motor, porém Bi-turbo, que gera 300 HP, mas as duas versões tem a velocidade controlada, não passando de 256 Km/h.

Fonte

bmw-z4 bmw-z4-1 bmw-z4-front bm-z4-outside

O Motor Automotivo

Como já foi dito em outro post, o homem aperfeiçoou cada vez mais seus meios de transporte, até que chegou um dia em que animais já não forneciam a força e velocidade suficiente, foi quando se iniciou o uso de motores.
Um motor é basicamente um conjunto de componentes que trabalham sincronizados, possibilitando a locomoção de um trem, carro, navio e outros meios de transporte hoje tão utilizados. Para chegar ao tamanho e produtividade que tem hoje, os motores passaram por diversas modificações, vejamos sua história:

Motor a combustão externa:

Os motores à combustão externa foram utilizados principalmente em locomotivas e navios. Seu combustível era carvão ou lenha, gerando calor o suficiente para aquecer a água em uma caldeira, transformando-a em vapor. O vapor se expande, gerando pressão dentro do cilindro em que se encontra e então movimenta os pistões, que por sua vez acionam as rodas motrizes da locomotiva, ou as pás de um navio.

Este tipo de motor era bem funcional, mas com grandes conseqüências como:

- Alto consumo;
- Tamanhos desproporcionais;
- Difícil manutenção;
- Emissão de poluentes acima do comum.

Hoje ainda é possível encontrar este tipo de motor em locomotivas e até em fábricas e usinas, mas aos poucos será extinto.

Motor a combustão interna:

O motor a combustão interna, é um tipo de máquina termodinâmica, na qual uma mistura de ar e combustível é inflamada e queimada. O calor liberado pela queima aumenta a pressão interna nos cilindros.

A pressão gerada por esta queima é transformada em trabalho mecânico através dos pistões que ao se movimentarem, forçam o virabrequim a fazer um movimento rotativo, que é transmitido ao cambio e as rodas.

Este tipo de motor é um conjunto de peças mecânicas e elétricas, cuja finalidade é produzir trabalho pela força de expansão resultante da queima da mistura ar/combustível.

Devido a este processo, o motor que trabalha com combustão interna possui um rendimento térmico muito maior que o possibilitado pela combustão externa. Afinal o combustível é queimado de forma controlada, resultando maior aproveitamento da energia produzida.

Motores podem ser constituídos de um ou mais cilindros, isto varia de acordo com sua aplicação. Em motos, pequenas lanchas e alguns implementos agrícolas, é mais comum encontrarmos motores monocilíndricos, às vezes com dois cilindros. Em automóveis e caminhões, os motores utilizados variam de 4 a 12 cilindros e hoje podemos contar com alguns veículos dotados de 16 cilindros, algo que antigamente ó era possível em Locomotivas e Navios.
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Pink Custom Bentley

Por Cleiton em 10/01/2009

Ter um Bentley é algo para poucos. Este carro de luxo deixa muitos concorrentes na sola ao se tratar de tecnologia, design e conforto. Agora imagine pegar um veiculo que custa centenas de milhares de dolares, mandar a uma oficina em que só trabalham loucos e deixá-los customizar da melhor maneira possível.
Foi o que Paris Hilton fez, enviou o carro a oficina mais conhecida da Califórnia, a West Coast Customs, vejam o resultado da loucura:

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